ISMT - Instituto Superior Miguel Torga

Gabinete de Intervenção Sistémica
Início

O GIS é um serviço de extensão comunitária do Instituto Superior Miguel Torga que se dedica à intervenção clínica, formação e investigação, baseada no modelo sistémico com o indivíduo (adultos, adolescentes e crianças), família, casal, grupos e redes sociais. São desenvolvidas as seguintes atividades clínicas: terapia individual sistémica, terapia familiar, terapia de casal, avaliação e peritagens familiares, mediação familiar, desenvolvimento de competências parentais, intervenção multifamiliar, intervenção em rede e comunitária.

Localização e contactos

Funcionária: D.Graça Ferreira.
Email: gis@ismt.pt
Telefone fixo: 239 824 557


Equipa

Coordenadora:
Professora Doutora Joana Sequeira, Docente do Instituto Superior Miguel Torga. Psicóloga Clínica, Membro efetivo da OPP, Docente Supervisora da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar.
Equipa técnica:
– Professora Doutra Sónia Guadalupe, Docente do Instituto Superior Miguel Torga. Assistente Social. Terapeuta Familiar e Interventora Sistémica.
– Professora Doutora Dulce Simões, Docente do Instituto Superior Miguel Torga. Assistente Social, Terapeuta Familiar e Interventora Sistémica.
– Mestre Ana Rute Monteiro, Mestre em Terapias Familiares e Sistemicas pelo Instituto Superior Miguel Torga e Licenciada em Psicologia Clinica pelo Instituto Superior Miguel Torga. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses.
Estagiária Ordem dos Psicólogos Portugueses:
Mestre Marta Nascimento Costa


Honorários

 
Sessão Comunidade em geral Comunidade ISMT
Terapia Individual Sistémica 30 € Desconto de 50%
Terapia de Casal 45€
Terapia Familiar 45€
Avaliação Familiar Sessão: 45 €
Elaboração de relatório/peritagem: 250€
*Não sujeito a pagamento quando se integram em protocolos estabelecidos com instituições da comunidade


Investigação

O GIS tem vindo a desenvolver investigação no âmbito da avaliação do processo terapêutico com as famílias em seguimento. Esta investigação tem como objetivo fundamental avaliar a evolução da terapia em dimensões específicas do funcionamento da família/casal.
A avaliação implica também a análise das sessões do processo terapêutico relativamente às dimensões de mudança narrativa através do SAMN (Sequeira & Alarcão, 2012). Pretende-se com esta investigação estudar os fatores de mudança no processo terapêutico, bem como identificar os aspetos que bloqueiam a referida transformação e podem ajudar a explicar os insucessos terapêuticos.


Atividades

Pedido de Consulta:
Quando a consulta é direcionada para o GIS é realizado um atendimento telefónico com vista ao preenchimento de uma “ficha de pedido” que é o primeiro contacto com a família e o problema e que permite avaliar a indicação terapêutica mais ajustada e planeamento de uma primeira sessão. Após a avaliação do pedido é remetida a informação por via telefónica e postal da data da primeira consulta.
Terapia Familiar:
A terapia familiar é uma terapia com a família. Deve desenvolver-se sempre que a família considere que as suas dificuldades ou de um dos seus elementos interfiram na dinâmica entre as pessoas que vivem juntas ou quando o envolvimento da família é relevante na resolução das dificuldades em causa.
Esta terapia tem por objetivos reduzir o estado de disfunção da família, mudar as relações estabelecidas entre os elementos que mantém o problema/dificuldades, transformar a visão familiar sobre as dificuldades, ampliar as potencialidades da família na resolução de problemas e nas situações de crise, promovendo mudanças a longo prazo.
Processa-se através de encontros regulares de um ou dois terapeutas (co-terapia – modelo de cooperação), com uma frequência quinzenal a mensal. O processo terapêutico termina quando os objetivos definidos são alcançados.
Os casos para indicação de terapia familiar são:
  1. Situações em que a família esgotou a sua capacidade de resolver novas situações;
  2. Quando um problema grave num dos elementos da família gera interações familiares desadaptadas;
  3. Existam conflitos familiares onde está presente o desejo de continuidade da família;
  4. Dificuldades de comunicação;
  5. Dificuldades relacionais;
  6. Problemas na educação e parentalidade (definição de regras, gestão de tarefas, rotinas familiares, etc).
Terapia de Casal:
A terapia de casal é dirigida ao Nós do casal - Relação. De salientar, que a terapia deverá implicar obrigatoriamente a motivação e envolvimento dos elementos para a intervenção.
O grande objetivo da terapia de casal é trabalhar as dificuldades que se vivem na conjugalidade, permitindo a sua expressão com uma maior liberdade do que aquela que é permitida pelo conflito conjugal.
Indicações para a terapia de casal:
  1. Dificuldades relacionais;
  2. Desajustamento emocional entre os elementos;
  3. Falta de comprometimento;
  4. Problemas comunicacionais;
  5. Dificuldades na resolução de problemas;
  6. Ciúmes;
  7. Envolvimentos extraconjugais;
  8. Dificuldades sexuais;
  9. Violência;
  10. Instabilidade conjugal.
Terapia Individual Sistémica:
A terapia individual sistémica tem como objetivo a mudança na pessoa, na relação desta com os outros e no contexto dos sistemas familiares nucleares e parentais (alargado). Implica a compreensão do seu papel na família, a compreensão dos padrões de funcionamento familiar e o ajustamento entre comportamentos, interações e narrativas familiares.
A metodologia de funcionamento da terapia individual sistémica processa-se através de encontros regulares de um ou dois terapeutas (co-terapia – modelo de cooperação), com uma frequência quinzenal.
Terapia do divórcio e mediação familiar:
A terapia do divórcio está indicada para situações de divórcio onde se verifica a necessidade e o desejo de resolução dos conflitos familiares, promovendo uma separação funcional.
A mediação familiar é uma forma alternativa de resolver conflitos no âmbito das relações familiares (e.g. atribuição das responsabilidades parentais, regime de visitas, pensão de alimentos, divisão de bens, etc.). Processa-se através de um método estruturado de comunicação baseado nas teorias sistémicas em que um profissional qualificado imparcial e neutro auxilia as partes em conflito a encontrar a solução que melhor se enquadre na satisfação das necessidades de todos os interessados.
Indicações da mediação familiar:
  1. Ajudar na gestão da separação ou o divórcio;
  2. O pedido de mediação surge ou é aceite por ambas as partes;
  3. As duas partes participam no processo de seleção do serviço de mediação que as atende;
  4. Ausência de patologia grave;
  5. Inexistência de maus tratos;
  6. Não há situação de multiassistência;
  7. Inexistência de conflitualidade intensa da ídade;
Peritagens para o tribunal relativas a incumprimento das responsabilidades parentais:
O GIS recebe pedidos remetidos pelos tribunais, para avaliação e peritagem de famílias em situação de litígio e /ou perigo face aos filhos menores. Estas situações referem-se a processos de incumprimento das responsabilidades parentais, condutas parentais suscetíveis de colocar em risco os filhos menores e situações e elevada conflitualidade em situação de divórcio que podem provocar dano e colocar em risco os filhos menores.
O GIS desenvolve intervenções terapêuticas com os elementos envolvidos no sentido de promover melhorias e mudanças na situação que levou à intervenção do tribunal.
Intervenção terapêutica com clientes mandatados (EMAT e CPCJ):
No âmbito das situações consideradas de risco e perigo o GIS tem recebido casos encaminhados por várias entidades – Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) Equipas de Menores de Apoio aos Tribunais para que sejam desenvolvidas intervenções no sentido da resolução dos fatores de risco ou perigo em que as famílias se encontram. Estes processos são desenvolvidos numa lógica semelhante aos casos enviados pelo tribunal.
Formação
Supervisão Clínica: A supervisão clínica é uma prática regular e indispensável no desenvolvimento das terapias sistémicas. Nestas supervisões são debatidos os pedidos de atendimento e os casos clínicos em seguimento e é feita uma avaliação do desenvolvimento do processo, da aplicação de técnicas e estratégias de intervenção, da concretização dos objetivos e do contrato terapêutico e são sugeridas intervenções para a situação em causa. Nas situações dos terapeutas em formação é ainda feita a preparação das sessões seguintes a realizar pelo terapeuta (objetivos e técnicas a desenvolver).

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